{"provider_url": "https://www.coutodemagalhaesdeminas.mg.leg.br", "title": "Hist\u00f3ria do Munic\u00edpio", "html": "<p style=\"text-align: justify; \">Hist\u00f3ria do munic\u00edpio<br /><br />Serro Frio \u2013 O Distrito dos Diamantes</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">As primeiras refer\u00eancias da regi\u00e3o de Serro Frio s\u00e3o de 1573, quando a expedi\u00e7\u00e3o de Sebasti\u00e3o Fernandes Tourinho subiu o Rio Doce e atravessou o Rio Jequitinhonha, vindo de Porto Seguro. Localiza-se mais ao Norte da Capitania de Minas, fazendo divisa com as Capitanias da Bahia e Pernambuco e das Comarcas de Sabar\u00e1 e da Vila Rica.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">J\u00e1 no s\u00e9culo XVIII, outras expedi\u00e7\u00f5es paulistas s\u00e3o organizadas com o intuito de busca de ouro, destacando-se o de Fern\u00e3o dias Pais, que fundou arraiais neste territ\u00f3rio.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">A regi\u00e3o come\u00e7ou a ser Comarca de Serro Frio no in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">A \u00e1rea, conforme descri\u00e7\u00e3o de Saint-Hilaire, era conhecida como o Distrito dos Diamantes. \u201c... O Distrito dos Diamantes no meio do vasto Imp\u00e9rio do Brasil. Esse distrito, um dos mais elevados da Prov\u00edncia de Minas, est\u00e1 encravado na Comarca de Serro Frio,... \u201cOs primeiros diamantes encontrados em Serro Frio foram descobertos por Bernardo Fonseca Lobo, que ignorava a sua preciosidade\u201d.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">Por volta de 1730, os diamantes foram declarados propriedade-real, criando impostos e normas para sua extra\u00e7\u00e3o e pesquisa. Entretanto, poucos anos depois, estando o governo insatisfeito com a forma de explora\u00e7\u00e3o, elaborou-se novas normas, que terminaram em assegurar \u00e0 Coroa sua exclusividade.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">Para a administra\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o de diamantes, criou-se uma grande estrutura que se iniciava com o \u201c Intendente dos Diamantes\u201d at\u00e9 a \u201c Tropa de Negros \u201d, e o Arraial de Tejuco, demarcado em 1733, situado \u00e1 margem esquerda do Rio Jequitinhonha \u00e9 que a acolhe.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">Em 13 de outubro de 1831, este arraial foi elevado \u00e0 Vila, j\u00e1 com a denomina\u00e7\u00e3o de Diamantina, conforme resolu\u00e7\u00e3o da Assembl\u00e9ia Geral, com os povoados de Rio Manso (hoje, Couto de Magalh\u00e3es de Minas ), Curimat\u00e3, Picarr\u00e3o, Rabelo e Cot\u00e2mio.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">\u00a0</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">Rio Manso foi elevado \u00e0 distrito de Diamantina em 1939.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">\u00a0</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">O Arraial Rio Manso no Distrito dos Diamantes observando os registros cartogr\u00e1ficos de 1978 de Jos\u00e9 Joaquim da Rocha, o Arraial de Rio Manso aparece na Comarca de Serro Frio, localizando-se perto de Tijuco, depois da travessia do Rio Jequitinhonha, indo em dire\u00e7\u00e3o a Ara\u00e7ua\u00ed.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">Neste mesmo registro podemos observar que \u201c Rio Manso \u201c aparece com indica\u00e7\u00e3o de \u201ccapellas e registros, goardas e patrulhas de soldados\u201d.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">Conforme Raimundo Cunha de Matos, em 1927, o bandeirante Br\u00e1s Esteves, que vivia no nordeste da Vila do Pr\u00edncipe, encontrando-se adoentado, convocou Sebasti\u00e3o Leme do Prado com outros paulistas para sair em busca de pedrarias e ouro nos sert\u00f5es do Rio Piau\u00ed. Esta expedi\u00e7\u00e3o atravessou o Rio Ara\u00e7ua\u00ed, chegando \u00e0 cabeceira do Rio Fonado, iniciando-se na regi\u00e3o a explora\u00e7\u00e3o de ouro. Como encontraram metal misturado ao cascalho estavam resolvidos a montar acampamento neste lugar.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">Logo ap\u00f3s, outros aventureiros relataram que haviam encontrado muito metal precioso nas imedia\u00e7\u00f5es do Rio Ara\u00e7ua\u00ed, no Arraial de Rio Manso. Alguns moradores mais antigos de Couto de Magalh\u00e3es confirmam que Sebasti\u00e3o Leme do Prado foi quem explorou esta regi\u00e3o. Relatam ainda que este grupo permaneceu no local por dois dias, quando foram atacados por uma epidemia que acreditavam ser febre amarela, por estarem em uma regi\u00e3o cercada por matas alagadas pelo excesso de \u00e1gua do Rio Jequitinhonha, no per\u00edodo de chuvas. Com a morte de alguns companheiros, resolveram migrar seguindo o curso do Rio Jequitinhonha e v\u00e3o fundar o povoado de Minas Novas do Tornado, hoje Minas Novas.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \"><strong><span>Rio Manso \u2013 Distrito do Tijuco</span></strong></p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">O Arraial do Rio Manso, que teve seu descobrimento ligado \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de pedras preciosas, n\u00e3o se desenvolveu muito devido \u00e0 r\u00edgida administra\u00e7\u00e3o do monop\u00f3lio real.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">Com a decad\u00eancia da minera\u00e7\u00e3o, as suas terras muito f\u00e9rteis passaram a ter outra explora\u00e7\u00e3o. Com isso, floresce a agricultura de toda regi\u00e3o e surge o com\u00e9rcio dos tropeiros.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">No Arraial de Rio Manso, conforme fontes orais, existiu um pouso de tropeiros, na antiga Rua Direita, hoje Av. Diamantina, onde localizam-se um conjunto de edifica\u00e7\u00f5es do per\u00edodo colonial.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">Em outro relato de Augusto Saint- H\u00edlare, ele observa que nas planta\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o, tanto frut\u00edferas quanto de legumes, s\u00e3o muitas delas oriundas da Europa e produzem de forma diferenciada no Tejuco e nos Arraiais. \u201cO capim-angola n\u00e3o floresce no Tejuco, enquanto que em Rio Manso, a poucas l\u00e9guas de dist\u00e2ncia, mas em muito menor altitude, ela frutifica bem...\u201d</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">At\u00e9 os dias de hoje, nota-se em Couto de Magalh\u00e3es grande n\u00famero de pomares nos quintais das casas e jardins, com esp\u00e9cies n\u00e3o nativas de Minas Gerais.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">Com a implanta\u00e7\u00e3o da agricultura aliada \u00e0 grande Bacia Hidrogr\u00e1fica do Rio Jequitinhonha, surgem os moinhos d\u2019\u00e1gua para o processamento de milho. Esses moinhos foram por muito tempo parte da paisagem rural, normalmente agrupados em conjunto, aproveitando as quedas d\u2019\u00e1gua.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">No in\u00edcio dos primeiros anos do s\u00e9culo XX, os moinhos eram comparados aos engenhos de rapadura. \u201c...o movimento maior era no fub\u00e1 e na rapadura.Somente no Povoado de Amendoim tinha vinte e dois engenhos rodando fazendo rapadura, assim como os moinhos d\u2019\u00e1gua fazendo fub\u00e1 toda semana. Levando fub\u00e1 para Diamantina\u201d. Um desse conjuntos, que chegou a ser composto de quinze moinhos, pertence \u00e0 Fazenda Fel\u00edcia, nos arredores da sede do munic\u00edpio. Atualmente, existe somente quatro moinhos, que tem Tombamento Municipal. Na \u00e1rea rural ainda observa-se alguns desses moinhos, mas isoladamente.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">Uma das caracter\u00edsticas dos moinhos \u00e9 que seus propriet\u00e1rios n\u00e3o s\u00e3o os donos dos terrenos onde eles se localizam. Como para o funcionamento dos moinhos \u00e9 aproveitada a queda natural da \u00e1gua dos rios s\u00e3o arrendadas pequenas \u00e1reas de terreno para suas instala\u00e7\u00f5es.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">Este panorama de planta\u00e7\u00f5es, pomares e moinhos era ressaltado at\u00e9 em an\u00fancios de venda de ch\u00e1caras, como podemos ver em um jornal de Diamantina.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">\u201c...vende-se a sua ch\u00e1cara, vizinha do Arraial do Rio Manso a qual al\u00e9m de casas para morar, tem moinhos, rodas de mandioca, boas planta\u00e7\u00f5es, excellente aguada, e um pomar dos melhores que se pode desejar...\u201d</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">Ainda ligada ao apogeu da explora\u00e7\u00e3o de diamantes, s\u00e3o destaques em Couto de Magalh\u00e3es de Minas as Igrejas Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o e Igreja Bom Jesus do Matozinhos, que tiveram reconhecimento estadual em 1977, com seus tombamentos, conforme decreto n\u00b018.531, de 02 de janeiro de 1977.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">Nas visitas pastorais de Don Frei Jos\u00e9 da Sant\u00edssima Trindade(1821-1825) \u00e9 relatada que o Rio Manso tem capelas filiais a Freguesia de Santo Ant\u00f4nio de Tijuco, institu\u00eddo no s\u00e9culo XVIII e foi elevada \u00e1 categoria de par\u00f3quia colativa em 1819, desmembrada da freguesia da Vila do Pr\u00edncipe.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">Existem controv\u00e9rsias em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 data precisa da constru\u00e7\u00e3o da Igreja Nossa senhora da Concei\u00e7\u00e3o. Alguns apontam como anterior a 1779, devido \u00e0s pinturas existentes em seu interior, atribu\u00eddas ao guarda-mor Jos\u00e9 Soares de Ara\u00fajo que era desta \u00e9poca.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">H\u00e1 outras fontes bibliogr\u00e1ficas de que \u201c foi erigida por provis\u00e3o episcopal de novembro de 1828 \u201d.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">A freguesia de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o de Rio Manso foi criada em 17 julho de 1853, com o primeiro vig\u00e1rio o Padre Manoel Jos\u00e9 Louren\u00e7o de Seixas.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">Consta que o terceiro vig\u00e1rio foi o Padre Domingos Nogueira Pinto, que era natural de Diamantina, no per\u00edodo de 1\u00b0 de outubro de 1846 at\u00e9 29 de setembro de 1847. Este Padre faleceu em 1851.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">Quanto \u00e0s refer\u00eancias da constru\u00e7\u00e3o da Igreja Bom Jesus do Matozinhos, seriam no final do s\u00e9culo XVIII e in\u00edcio do s\u00e9culo XIX.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">Estes exemplares de arquitetura colonial passaram por v\u00e1rias reformas ao longo de sua exist\u00eancia. H\u00e1 refer\u00eancias de recursos destinados \u00e0 obras nas igrejas.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">O pequeno Arraial que teve sua ocupa\u00e7\u00e3o urbana ao longo da estrada de liga\u00e7\u00e3o do antigo Tijuco com o restante do Vale Jequitinhonha, dividido pelo Rio manso, vai prosperando em volta das igrejas. Existem refer\u00eancias de ocupa\u00e7\u00e3o urbana no Largo da Matriz de Matozinhos no in\u00edcio do s\u00e9culo XX. O Sr. Manoel Ferreira dos Anjos, residente em Rio Manso, solicita \u00e0 comiss\u00e3o de Finan\u00e7as da C\u00e2mara Municipal de Diamantina um terreno neste largo para fazer uma edifica\u00e7\u00e3o.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">O antigo Rio Manso com o passar dos anos, no final do s\u00e9culo XIX e in\u00edcio do s\u00e9culo XX, consolida-se como n\u00facleo urbano: t\u00eam arrecada\u00e7\u00e3o de impostos, \u201c Esta\u00e7\u00e3o telphonica\u201d e a escola p\u00fablica. Embora no mapa de 1777 da comarca de Serro Frio, haver men\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de guardas e patrulhas de soldados, n\u00e3o se sabe nenhuma informa\u00e7\u00e3o precisa sobre este fato, onde alguns cidad\u00e3os s\u00e3o citados como patentes do major.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">Sabe-se por fontes orais, sem comprova\u00e7\u00e3o document\u00e1ria, que no final do s\u00e9culo XIX existia uma escola mista que tinha como professora Dona Mariana. Posteriormente, trabalhou nesta escola Dona Guida, ao qual foi sucedida por Dona Maria Jos\u00e9 Pereira, mais conhecida como Mestra Nan\u00e1.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">O ensino foi melhor implementado a partir da d\u00e9cada de 40, do s\u00e9culo XX, com a cria\u00e7\u00e3o das escolas reunidas, com a professora Maria da Concei\u00e7\u00e3o Gomes de Oliveira e tamb\u00e9m foi criado o primeiro grupo escolar, inaugurado em fevereiro de 1955, no governo de Juscelino Kubitschek de Oliveira. Sua primeira diretora foi Evave Maria Ribeiro S\u00e1.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">No cart\u00f3rio de Notas de Couto de Magalh\u00e3es , encontra-se livros de Atas, Escrituras, Proclamos e Registros de casamentos da Igreja Bom Jesus do Matozinhos, a partir de 1864, quando o escriv\u00e3o de Paz de Rio Manso era Joaquim Ribeiro Fonseca. Em pesquisa a estes livros observamos os nomes de algumas fam\u00edlias como: Guimar\u00e3es, Alc\u00e2ntara, Gon\u00e7alves e Freitas, que conforme informa\u00e7\u00f5es orais, muitos deles vieram de Portugal.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">Nota-se nestes mesmos arquivos referentes \u00e0 arrecada\u00e7\u00e3o de impostos e despesas do munic\u00edpio de Diamantina que n\u00e3o existiam muitos investimentos no Arraial, por parte da Prefeitura de Diamantina, o que tamb\u00e9m pode ser observado pelo grande n\u00famero de notas constando reclama\u00e7\u00f5es sobre a m\u00e1 conserva\u00e7\u00e3o das pontes das estradas que ligava a regi\u00e3o \u00e0 Diamantina.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">Em 17 de dezembro de1938, o Arraial de Rio Manso foi elevado a par\u00f3quia, tendo seu nome mudado para Couto de Magalh\u00e3es, em homenagem ao pol\u00edtico e escritor Jos\u00e9 Vieira Couto de Magalh\u00e3es, nascido em diamantina em 19 de agosto de 1752, filho de um negociante de pedras preciosas e formado em direito em S\u00e3o Paulo.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">\u00a0<span>\u00a0</span></p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \"><strong>Rio Manso e sua Ocupa\u00e7\u00e3o Rural</strong><span>\u00a0</span></p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \"><em><strong>CANJICAS:</strong></em><span>\u00a0</span></p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">O povoado de S\u00e3o Gon\u00e7alo de Canjicas teve origem em meados do s\u00e9culo XIX, ainda ligado \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de diamantes. O nome \u201c Canjicas \u201d est\u00e1 vinculado \u00e0s caracter\u00edsticas do ouro encontrado na regi\u00e3o, granulados em forma de \u201c canjicas \u201d.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">O pequeno povoado foi habitado por escravos trazidos do Arraial do Tijuco para trabalharem na extra\u00e7\u00e3o do ouro, diamantes e outras pedras preciosas. O lugarejo se desenvolveu, com edifica\u00e7\u00e3o de pequena volumetria, e caracter\u00edsticas peculiares, organizada em Ruas A, B, e C, em torno de uma capela, erguida pelos pr\u00f3prios moradores com os seus conhecimentos da \u00e9poca.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">A capela possui como inova\u00e7\u00e3o, S\u00e3o Gon\u00e7alo, que tem uma imagin\u00e1ria esculpida em madeira com o mesmo nome em seu interior. Existe uma lenda contada pelos moradores de como ela surgiu no povoado: \u201c...ela aparecia pr\u00f3ximo onde \u00e9 o cemit\u00e9rio e quando algu\u00e9m a recolhia e levava para casa, ela sempre voltava para o mesmo lugar. Foi ent\u00e3o que umas velhas escravas constru\u00edram um altarzinho de barro para colocar a imagem. Com o passar do tempo constru\u00edram a Capela para S\u00e3o Gon\u00e7alo\u201d.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">Atualmente, h\u00e1 na capela outras imagens mais antigas em madeira, sem nenhuma refer\u00eancia: Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o, S\u00e3o Sebasti\u00e3o, S\u00e3o Francisco de Assis e Nossa Senhora das Dores, bem como outras de faturas mais recente de gesso. No acervo da igreja consta tamb\u00e9m crucifixos de madeira, casti\u00e7ais, material lit\u00fargico e processual e quadros.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">Em Canjicas, com o decl\u00ednio da minera\u00e7\u00e3o, a popula\u00e7\u00e3o passou a produzir farinha de mandioca, temperos e sab\u00e3o preto para serem comercializados fora do povoado. Os equipamentos para fabrica\u00e7\u00e3o desses produtos s\u00e3o rudimentares, trazidos ainda por seus antepassados.<span>\u00a0</span></p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \"><em><strong>TOM\u00c9:</strong></em><span>\u00a0</span></p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">O povoado de Tom\u00e9 teve sua origem por volta dos anos 20 do s\u00e9culo XX, pela a\u00e7\u00e3o dos tropeiros, que em grande parte vinham da regi\u00e3o de Planalto, Fel\u00edcio do Santos, Capelinha e outras regi\u00f5es, e faziam a rota por S\u00e3o Tom\u00e9 para chegar a Diamantina, com burros e cavalos carregados de toucinho, milho, rapadura e feij\u00e3o.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">Os tropeiros vindos da Bahia traziam cargas de algod\u00e3o para f\u00e1brica de tecidos em Biribiri, fazendo pouso no rancho de tropas do Sr. Jo\u00e3o Miranda e do Sr. Miguel Rocha. De acordo com moradores mais antigos, o nome Tom\u00e9, surgiu a partir dos seus primeiros habitantes, de nome Tom\u00e9. Eles possu\u00edam uma pequena venda que se tornou ponto de refer\u00eancia do local,e o povoado ficou ent\u00e3o conhecido como\u201cTom\u00e9 \u201c.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">Na d\u00e9cada de 70 do s\u00e9culo XX, a regi\u00e3o passou a desenvolver o plantio de soja, feij\u00e3o, e caf\u00e9. O grande empreendedor dessas novas culturas foi um japon\u00eas de nome Kassiuik Okumura que possibilitou a gera\u00e7\u00e3o de novos empregos e tamb\u00e9m projetou e constituiu a capela de Santo Ant\u00f4nio, com a planta circular.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">O C\u00f3rrego Tom\u00e9, um dos afluentes do Rio Jequitinhonha, fez parte deste povoado, possuindo em uma \u00e1rea de cerrado onde predomina a vegeta\u00e7\u00e3o rasteira, arb\u00f3reo e arbustiva, uma cachoeira conhecida com Sete Quedas.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">Outro bem natural de destaque neste povoado \u00e9 um po\u00e7o de \u00e1gua cristalina denominado \u00c1gua Santa.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">\u00a0</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">TIJUCUSSU:</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">\u00a0</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">Este povoado iniciou-se com uma fazenda, a de Tijucussu, que tem tombamento municipal. Suas primeiras refer\u00eancias s\u00e3o do s\u00e9culo XIX, quando o Sr. Cristov\u00e3o Miranda construiu uma pequena casa, que foi adquirida pelo Sr. Miguel Barbosa em 1930, o qual aumentou a sua edifica\u00e7\u00e3o construindo uma capela. Ap\u00f3s a d\u00e9cada de 50, funcionou a\u00ed, por muitos anos uma escola, com as aulas ministradas pela Sra. Concei\u00e7\u00e3o, moradora do local.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">Hoje, h\u00e1 algumas casas na regi\u00e3o da fatura das \u00faltimas d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX, com escola e economia de produ\u00e7\u00e3o de g\u00eaneros de primeira necessidade, comercializados na sede urbana.<span>\u00a0</span></p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \"><em><strong>AB\u00d3BORAS:</strong></em><span>\u00a0</span></p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">N\u00e3o h\u00e1 refer\u00eancia documental deste povoado. Sabe-se que havia uma grande extens\u00e3o de terra da propriedade do Sr. Genesco Ferreira de Freitas, e com o passar dos anos al\u00e9m da fam\u00edlia, alguns arrend\u00e1rios tamb\u00e9m passaram a habitar o local, tornando-se hoje um pequeno povoado.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">O nome \u201c Ab\u00f3boras \u201c surgiu devido ao descarrilhamento de um carro de bois, carregado de ab\u00f3boras, que terminou com a morte dos bois, quebrando o carro e perdendo toda a mercadoria.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">Em sua paisagem natural destaca-se a Lapa dos Cabritos (com paredes adornadas por pinturas rupestres), e o Sumidouro \u201cum abrigo rochoso\u201d.<span>\u00a0</span></p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \"><strong><em>GANGORRAS:</em></strong></p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \"><span>Na regi\u00e3o n\u00e3o existe nenhum aglomerado urbano, apenas edifica\u00e7\u00f5es pertencentes aos propriet\u00e1rios. Possui um moinho implantado a beira do c\u00f3rrego Gangorra, com vegeta\u00e7\u00e3o de serrado. Este moinho pertence \u00e0 fam\u00edlia Barbosa, que ainda vive na regi\u00e3o, por\u00e9m, hoje o produto \u00e9 somente para o pr\u00f3prio consumo.</span></p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">\u00a0</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \"><em><strong>CACHOEIRA DA F\u00c1BRICA:</strong></em><span>\u00a0</span></p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">Na segunda metade do s\u00e9culo XIX, passaram por esta regi\u00e3o alguns americanos \u00e0 procura de ouro e diamantes, onde encontraram uma cachoeira e decidiram ent\u00e3o construir uma f\u00e1brica de tecidos. Por\u00e9m, logo ap\u00f3s o in\u00edcio das funda\u00e7\u00f5es, perceberam que n\u00e3o tinham dinheiro suficiente para a obra e partiram em busca de recursos na sua terra de origem, deixando um deles para tomar conta: O Sr. Jos\u00e9 Americano. Como nunca retornaram, as terras foram vendidas pelos filhos do Sr. Jos\u00e9 Americano e devido \u00e0s funda\u00e7\u00f5es j\u00e1 existentes da f\u00e1brica, o local ficou conhecido como Cachoeira da F\u00e1brica.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">\u00a0</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \"><em><strong>BANANAL:</strong></em></p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">\u00a0</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">Nesta regi\u00e3o n\u00e3o existe nenhum aglomerado urbano. Em 1890 esta regi\u00e3o pertencia ao Sr. Jo\u00e3o de Deus Fernandes, e com o passar do tempo foi vendida por partes. O nome \u201c Bananal \u201c est\u00e1 vinculado a grande produ\u00e7\u00e3o de bananas. A regi\u00e3o destaca-se com sua paisagem natural que abriga algumas cachoeiras.</p>", "author_name": "Interlegis", "version": "1.0", "author_url": "https://www.coutodemagalhaesdeminas.mg.leg.br/author/Interlegis", "provider_name": "C\u00e2mara Municipal", "type": "rich"}